A Subcomissão Permanente dos povos indígenas ianomâmi discutiu em audiência pública, nesta segunda-feira, as ações do governo federal dentro do território. De acordo com Lucinha Tremembé, secretária de Saúde Indígena, nos últimos três anos, a nutrição e o peso das crianças ianomâmi melhoraram, a vacinação foi ampliada em 40%, e aumentou o fornecimento de exames e remédios contra a malária. Também avançam as reformas e construções de unidades de saúde, como um centro de referência.
É uma estrutura para a gente receber as emergências dentro do território, e ali a gente poder sanear. E só referenciar para Boa Vista o que a gente não puder resolver lá. Mas esse atendimento depende do acesso às comunidades, com o combate ao garimpo ilegal na Região. Quase 90% dessa atividade já teria sido reprimida, como afirmou Nilton Godoy, da Casa do Governo em Roraima. Foram apreensões de aviões, motores, combustível, além do mercúrio usado na extração, e o próprio ouro. Quem ainda permanece teria sido submetido a trabalho quase escravo, e tem dívidas a peso de ouro.
Custa 10 gramas de ouro, então, em torno de R$ 10 mil para a pessoa entrar para dentro do garimpo. Um litro de óleo diesel dentro do garimpo custa R$ 70 , um frango custa R$ 1.200, um pacote de linguiça custa em torno de R$ 1.500. É R$ 700 um par de bota. Então, que ele não tem condição de sair, porque ele tá devendo, tá há quatro meses sem trabalhar escondido no meio da mata..
A senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal, defendeu a continuidade do trabalho no território. Se houver uma mudança de governo, nós queremos por meio do Parlamento insistir que as ações continuem em área. A senadora também propôs a elaboração de um projeto para que o ouro apreendido no território ianomâmi seja investido em favor dos indígenas.
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado















