O Subúrbio 360, equipamento educacional e multiuso situado no bairro de Coutos, receberá, na noite da próxima quinta-feira (16), às 18h30, um encontro do Projeto Marsúpio. A iniciativa, desenvolvida pela Fundação Paulo Cavalcanti, integra cultura, economia criativa e inclusão produtiva como eixos estruturantes, consolidando uma tecnologia social voltada ao fortalecimento de trabalhadores da cultura que atuam de forma autônoma e, em grande parte, na informalidade.
O evento tem como objetivo mobilizar atores sociais e empreendedores de toda a região. Um dos focos centrais do Marsúpio é acolher e oferecer capacitação empreendedora a profissionais que atuam na informalidade. Esse processo ocorre por meio da atuação de um time de especialistas, que presta orientação e suporte a trabalhadores autônomos, valorizando artistas, músicos, artesãos e agentes culturais diversos que contribuem para o desenvolvimento das atividades culturais na capital baiana.
A proposta é promover a formalização desses profissionais, incluindo o pagamento do Documento de Arrecadação do Simples Nacional do Microempreendedor Individual (DAS-MEI), a adesão a associações de representação e a oferta de apoio jurídico, financeiro, contábil e até emocional, com a participação de psicólogos. Também estão previstas ações de fortalecimento da comunicação e do posicionamento digital. A formalização possibilita, ainda, o acesso a outros projetos de incentivo desenvolvidos por órgãos federais, estaduais e municipais da área cultural.
“É um projeto transformador e isso já é realidade. Não estamos falando de algo que pode dar certo, mas de medidas concretas. Já temos mulheres do Subúrbio Ferroviário que participaram do lançamento e deixaram a informalidade. Hoje, estão formalizadas há mais de dois anos, crescendo e, acima de tudo, fortalecendo a autoestima cidadã. Essa é a essência do projeto”, afirma Paulo Cavalcanti, fundador da Fundação homônima, presidente do Conselho Superior da Associação Comercial da Bahia e idealizador da iniciativa.
Ele destaca que há mais de 40 milhões de brasileiros na informalidade e que, na Bahia e no Nordeste, o número de trabalhadores informais supera o de formais. “Existe um debate em torno da ideia de ‘dar o peixe’ ou ‘ensinar a pescar’. O Marsúpio vai além disso. A palavra refere-se ao canguru, aquele que acolhe. O projeto busca oferecer não apenas ferramentas e conhecimento, mas também autoestima cidadã, visibilidade e sentimento de pertencimento ao indivíduo, ao empresário raiz, que tem o direito de crescer e contribuir ainda mais com a sociedade”, avalia.
Segundo a diretora do Subúrbio 360, Celma Vitória, a expectativa com a parceria é ampliar as oportunidades para a comunidade, fortalecendo o acesso ao empreendedorismo, à geração de renda e à formação profissional. “Esperamos que essa iniciativa tenha impacto direto, fortalecendo a identidade empreendedora daqueles que já vivem de seus próprios negócios. Que, por meio da formalização, seja reforçado o orgulho de ser quem são. Como gestão, acreditamos em parcerias que somam e transformam, e o Marsúpio chega exatamente com esse propósito: potencializar o que já existe de melhor em nosso território e promover ainda mais desenvolvimento para a nossa comunidade”, afirma.
Mobilização – O Projeto Marsúpio de acolhimento ao Empresário Raiz conta com fomento do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e patrocínio da BF Serviços Ambientais, Umbrella e Ecocloro. A iniciativa foi lançada na manhã desta terça-feira (14), na Associação Comercial da Bahia. A partir do encontro no Subúrbio 360, o projeto inicia a mobilização nos territórios, com foco no fortalecimento da cultura e da economia criativa nessas localidades.
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