No total, 50 mil dólares serão aplicados em cerca de cinco projetos selecionados. Cada proposta deve receber, portanto, em torno de 8 a 10 mil dólares para o desenvolvimento da ideia.
A expectativa do programa é encontrar soluções inovadoras, como a tecnologia apresentada no evento por um grupo de cinco estudantes da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Eles desenvolveram uma tecnologia capaz de atrair e captar microplásticos nos oceanos. A ideia surgiu durante o hackathon da Nasa, uma maratona de inovação realizada em 2019 em Salvador.
Antônio Rocha, 25 anos, conta que uma professora o incentivou a participar da maratona tecnológica, quando o grupo teve a ideia de desenvolver a tecnologia, que fica acoplada às embarcações. Nesta terça, ele foi um dos jovens que assistiu a apresentação sobre o Fundo de Ação Climática, na Escola de Saúde Pública, no Comércio.
“Fico muito feliz em ouvir falar dessa mobilização, porque é uma forma bem tangível, muito prática de valorizar esses jovens que estão buscando fazer algo diferente pelo futuro, apontar soluções e impactar suas comunidades. O jovem tem tempo, energia e força de vontade. Esses incentivos fazem total diferença para quem quer mudar a realidade”, afirmou Antônio.
Os detalhes sobre o programa e os critérios para a aprovação das propostas serão divulgados em edital, no segundo semestre deste ano. O secretário municipal de Sustentabilidade e Resiliência (Secis), Ivan Euler, adiantou alguns pontos.
“A ideia é que jovens se juntem em grupos, criem os projetos e apresentem as propostas. É importante que cada grupo tenha uma entidade parceira, porque o recurso é internacional e não pode ir direto para uma pessoa física; precisa ir para uma organização, que pode ser uma associação de bairro ou alguma outra entidade”, explicou.
O Fundo de Ação Climática para a Juventude apoia iniciativas desenvolvidas por jovens de 15 a 24 anos. Nos próximos meses, a Prefeitura dará continuidade à construção do programa, incluindo a elaboração da convocatória pública que definirá os critérios para seleção dos projetos beneficiados. A iniciativa também conta com a participação da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ).
Fiscalização – O Parque Social lançará o edital e será responsável pelo repasse dos recursos. A diretora-geral da organização, Sandra Paranhos, afirmou que a juventude de Salvador é criativa, mas enfatizou que o desenvolvimento da criatividade depende de oportunidades.
“Estamos honrados e muito felizes de poder contribuir com um programa dessa magnitude. O Parque Social trabalha muito com a juventude, então esse trabalho vai crescer além do que já desenvolvemos. Nossa expectativa é que esse programa tenha impacto em quem precisa e vamos dar todo o apoio necessário para o êxito dessa iniciativa”, disse.
A diretora lembrou que o Parque Social já desenvolveu o projeto dos Agentes Multiplicadores de Educação Ambiental, no qual jovens desenvolviam campanhas e atuavam em suas comunidades.
O diretor regional da rede internacional C40 para a América Latina, Ilan Cuperstein, acompanhou o evento desta terça. A entidade é parceira da Bloomberg Philanthropies e foi o executivo quem apresentou para a equipe de Salvador o Fundo de Ação Climática para a Juventude.
“Salvador tem muitas metas; é uma cidade comprometida, mas não consegue implementar sozinha. A sociedade precisa abraçar e entender a urgência desse tema. Os jovens, por serem os mais afetados, entendem isso claramente, são aliados e precisam ter o protagonismo”, afirmou o diretor da C40.
Segundo Ilan, algumas áreas a serem exploradas pelos projetos são os setores de energia limpa, alimentação saudável, ampliação de áreas verdes e tratamento de resíduos.


















